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Suzuki GSX 1000 versão 2007 Teste

por Boss em Março 16,2007

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Rainha da potência

Ao analisarmos a ficha técnica, os números de desempenho e as novidades tecnológicas introduzidas na geração 2007 da GSX-R 1000, podemos prever que a Suzuki criou, novamente, uma campeã das pistas. Assim como foi a versão anterior K5, campeã mundial de Superbike em 2005, com o piloto australiano Troy Corser.

A GSX-R 1000 2007 - chamada de K7 - é completamente inédita: traz um novo quadro de dupla trave superior em alumínio, novas suspensões, uma nova balança traseira, pedaleiras ajustáveis, enfim... diversas novidades para fazer dela uma campeã das pistas. Entretanto, o que interessa mesmo em uma moto desse segmento é seu motor. Nesse quesito, a Suzuki caprichou.

 

 

 

Mais eficiência = maior potência
A chave para obter mais potência, uma melhor resposta na aceleração e, ao mesmo tempo, reduzir a emissão de gases é uma queima eficiente do combustível. A Suzuki conseguiu tudo isso e um pouco mais graças à avançada tecnologia introduzida no novo motor – um quatro cilindros em linha de 999 cm³ (DOHC) com arrefecimento líquido que traz pistões forjados em alumínio, eixos de comando ocos (para reduzir o peso) e um balancim extra para reduzir as vibrações.

Com o objetivo de “queimar” combustível com mais eficiência, a Suzuki trabalhou na injeção eletrônica, agora mais compacta. O já conhecido sistema Suzuki Dual Throttle Valve – que consiste em duas borboletas, uma comandada pelo piloto por meio do acelerador e outra comandada pela centralina de acordo com a rotação do motor, marcha engatada etc – foi melhorado. Os bicos injetores têm agora 12 pequenos orifícios em vez dos quatro furos maiores utilizados anteriormente. Com isso a nebulização da mistura ar-combustível é mais eficiente. Tudo para manter o propulsor bem alimentado.

Os dutos de admissão e escape foram retrabalhados e estão 8% maiores, assim como as válvulas (em titânio) com comando “mais bravo”. Toda essa tecnologia permitiu um aumento de 7 cv na potência máxima – passou dos anteriores 178 cv a 11.000 rpm para 185 cv a 12.000 rpm. Parece pouco, mas lembre-se que uma corrida pode ser ganha por milésimos de segundos, portanto uns cavalinhos a mais não são nada mal. Para se ter uma idéia a nova Suzuki GSX-R 1000 tem mais potência que qualquer moto que disputa atualmente o Campeonato de Superstock (para motos de série) equipadas com escapamento racing.

Ao estilo da Moto GP
Claro que os 7 cavalinhos a mais não são a única (e grande) novidade nessa usina de força. O destaque fica mesmo para o pequeno botão localizado no punho direito. Ao estilo da MotoGP permite ao piloto selecionar entre três diferentes tipos de mapeamento para a entrega dessa potência toda. É quase como ter três diferentes tipos de moto ao seu dispor.

No modo “A” você tem força total. No modo “B”, a potência é diminuída em baixas rotações, mas a partir das 9.000 rpm a usina de força está de volta. No modo “C” mantém pouca potência em médios e baixos regimes, mas o motor pára de entregar mais potência acima das 8.000 rpm. É como transformar a sua 1.000 em uma 600 cc.

Mas para que serve isso? Bom imagine você no circuito australiano de Phillip Island com suas curvas rápidas e suas retas extensas, use o modo “A”. Pense agora em um circuito mais travado com pista molhada, quando você precisa de uma aceleração inicial mais suave nas saídas de curva, mas ainda precisa de toda a força em longas retas. Use o modo “B”. Já na opção “C”, basta mentalizar um dia chuvoso e aquela serra travada com o asfalto liso e já dá para se ter uma idéia da utilidade da “traquitana”.

Ciclística
Completando a modernização da nova Suzuki 1000 está o quadro de dupla trave superior em liga de alumínio e as novas suspensões. Os garfos telescópicos invertidos (upside-down) de 43 mm de diâmetro na dianteira e o monoamortecedor na traseira ganharam regulagem na velocidade da compressão, além do ajuste de retorno e na pré-carga da mola.

Novidade mesmo é o amortecedor eletrônico de direção – de funcionamento similar ao que equipa a Honda CBR 1000 RR. A grande vantagem desse tipo de amortecedor de direção é que ele enrijece o guidão de acordo com a velocidade, facilitando as manobras em baixa velocidade. Para que a moto fique bem ao gosto do piloto, as pedaleiras da nova GSX-R 1000 podem ser ajustadas em três diferentes posições.

Design
Visualmente a principal mudança fica por conta dos dois escapamentos, em substituição ao solitário escape com formato triangular da versão anterior K5. Agora o sistema 4-1-2 com duas saídas, uma de cada lado, garantiu um peso maior à moto mas, segundo a fábrica japonesa, a centralização de massas está melhor.

Obviamente a carenagem foi estudada em túnel de vento e teve sua área frontal reduzida, porém a bolha está mais alta para garantir proteção aerodinâmica superior quando os 185 cv estiverem a todo vapor.

Para completar o cockpit, o piloto dessa superesportiva tem a sua frente um conta-giros analógico, velocímetro digital, shif-light (luz que indica a hora de trocar de marcha) e indicador de marcha engatada, e outras coisas mais supérfluas, como relógio, hodômetros etc. Resumindo, não falta quase nada para que a Suzuki GSX-R 1000 venha a ser a nova campeã das pistas de Superbike. Apenas um piloto a altura para domá-la.


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comment Comentários (1 inclusão)
  • image Acho que vocês deviam mostrar a ficha técnica para que os acessantes possam ve-la.
    (Enviado por Pedro, Julho 28, 2008, 4:32 PM)
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